Friday, May 26, 2006

Poemas

A LIBERTAR


“Foi para isso que o Filho do homem se manifestou,
Para destruir as obras do diabo.”

Há homens que vivem
Em cima do muro

Há homens que vivem
De um dos lados do muro

Há homens que sobem
E descem do muro
E mudam de lado

Há homens que destroem o muro.

Venha para Jesus, vem! Vamos viver
a derrubar os muros.





Pináculo

(Hoje)
Ser um olhar firme e decidido
no cimo daquela torre,
nas instâncias e cicatrizes do castelo...

Ofertar a outra face,
não haver medo em meus membros:

Arvorar o estandarte de Cristo.



Forte do Gragoatá

O sol se põe
E para trás, para a paisagem
Que vai perdendo o valor que o Sol
Empresta
Tudo vai ficando morte e turvo,
Sinistro, mas sem o laivo de terror
Que essa palavra oferta, sinistro
Por não haver-lhe outra palavra que caia.
E não importam mais a altura e altivez
Dos edifícios, a arquitetura de esmero,
A ousadia ou o cio:
Tudo como que descai de beleza e valor
Ao pôr do Sol.

E compreendo, nosso pequeno Sol é uma prova
Que se alteia e brada: Por mais que façamos,
Sem a luz de Deus não somos nada.



Progresso? (o eterno retorno da filosofia)

Não sei até onde
O homem abrirá estradas.
Sei o fim de todas elas:
O homem.
E o homem sem Jesus é nada.



Tarde

Encontrei uma menina
Dum semblante de pétalas despedaçadas,
Uma rosa pós-tempestade.
Ela vivia sem saber para quê:
Eis sua tempestade.
É, leitor: Eis talvez
a tua tempestade.

Mas o Sentido está manifesto,
E Ele te ama, e a mim, e também à menina.
E pronto: Agora vocês dois já sabem.



Via Crucis

Explodindo do levante, vindo de Sião

Rompeu uma LUZ:
Um lago de espinhos, de açoites paralizados
Rasgados ao meio e incendiados
Pela marcha flamejante
De um bison branquíssimo, poderosíssimo,
Que velozmente destrói o mar de maldade,
Com a tranquilidade das coisas invencíveis.

A dor o atinge, múltipla, polifônica, quase
Infinita- dor de vários sobre um –
Pois cada espinho daquele tinha um dono,
Bilhões,
Mas nenhum era dEle.
A confluência em espiral dos crimes passados,
Presentes e futuros lhe perfura,
milhões de brocas, as sinapses de dor
Lhe sobem pela espinha de todas as partes,
Num uníssono agônico, e Ele galopa, Ele galopa,
Ele galopa...

Um alvíssimo bison, não por albino,
Mas por ser Santo.
Com suas chamas, com sua marcha sacrificial
Ele abre caminho aos homens, até o platô celeste.
Só Ele o poderia, só o sacrifício o poderia,
Só o fogo o poderia.

Eu traria todos os que não puderam
para verem uma marcha tão heróica,
Um amor
tão sobre tudo tão
Incoercível
Se eu, poeta humilde, pudesse o Tempo,
Se eu manipulasse o Espaço e seus canais,
Traria uma criança syouxie, e, vendo-o,
Ela esqueceria seus prados corcéis irmãos heróis
E vendo-o, ela O amaria.
E a criança seria amada,
E olha porque o mistério é fabuloso,
Ela, você, eu, todo mundo
Fomos e somos amados.

Pois Ele vive.

Ele chama.



Compreensão

Há 1 morte nas pedras.
Contemple onde ela está (dis)posta.
Nas entranhas dos lírios,
Nos ossos de cada vertebrado,
No ar, nos couros,
Naquilo que tem e não tem
Clorofila.
Por Adão
TUDO
Herdou esta morte,
Este empedramento cancerígeno,
Universal(óide).
Atente a teus erros,
Reflita e ainda reflita:
Por um erro
TODA a criação geme.
Mas JESUS É a RESTITUIÇÃO.
Ele pagou o que não suportaríamos.
Ele chama. Como um lírio num vale onde só há você,
Ele te chama.



LINK PARA LUZ
Há um Enigma
Azul e cristalino
Que pode ser atravessado,
Sentido, amado, lido
Mas não pode ser compreendido;
Tetraprática Esfinge
(Sentido-Salvação-Início-Fim),
Magnífica, oportuna,
Das matemáticas inumanizáveis
De Deus oriunda,
Luz pré-presente, invisível,
formadora profunda
Desde sempre,
Rei para sempre,
Jesus que o meu destino muda.



Eu vejo

Um Deus alçado a uma cruz,
Um mistério fabuloso
Que veio morrer por nós

Um sacrifício que é
Sobre todo sacrifício,
Um nome que é sobre todo nome.

Eu vejo uma salvação
Gratuíta e simples,
Como só o Amor ofereceria.



Portas do engodo

O inferno tem 666 portas;
O Céu só tem uma.

Ave
é lindo o alçapão de Satã,
e dulcíssimo seu alpiste,
e mimosas suas guirlandas de adorno.
666 portas, de altos pórticos em arco
e boa largura, feitas em mármore, ouro e prata,
com soleiras de esmeralda e berilo.

Dura é a prisão, e as
Chamas do forno lá dentro, ò ave.
E o canto de dor, ali, será pela eternidade.

No céu há uma pequena porta apenas,
Humilde e escavada na rocha.

Mas é Viva esta Rocha onde se abre a Porta.

Saia da terra, ave; Salte
E voe por sobre os laços.

Não temas o vento;
Peça força, e ser-lhe-á dado Poder.

Voe para os céus
Enquanto ainda é aberta a porta,
Enquanto ainda lhe hão
As asas.


Aguilhão quebrado

Nietzsche disse que
“Quando você olha dentro do abismo,
O abismo olha dentro de você”
Ontem aqui no quintal eu olhei
lá dentro do abismo e

ele me mostrou um enorme girassol:

“Onde está, ó morte, o teu aguilhão?
Onde está, ó inferno, a tua vitória?” *

* I Coríntios 15:55




Caminho

Esforce-se, amigo, e me siga:
As pegadas enlameadas dos meus dias
São ciclos de vento,
Não-temporizáveis;
O meu prazer é vivo, é viver
Meu viver é Cristo, vivo,
Nunca aquele de madeira pedra hipocrisia
Que Roma disseminou em teus avós, em tua infância.
Pois meu socorro é pela graça apenas, não
Por justiça minha;
Porque miserável é a minha justiça.
Amo e esforço-me em amar, e essa é
A imitação de Cristo.
Venha comigo, amigo: Esse meu Cristo cura.
Ele não pede promessas: Pede fé.
Não quer que você repita quinhentas vezes orações medievais,
Por homens compostas, homens que vendiam
Indulgências, homens que se pretendiam
(e agora em algum lugar duramente o pagam)
vender a Cristo,
que é salvação gratuita para todo aquele
que nEle crer.
Quebre as estátuas, amigo, ouse:
Deus não confere onisciência às almas, para que
Santos mortos ouçam orações a eles feitas.
Só Deus é onisciente, e a única ponte para Ele
É o Cristo: Passe pela Ponte, só Cristo
Te basta, amigo, só Cristo.
Bastou para criar o Universo, sobre o qual
Ele reinará.
Isso mesmo: Vamos a Ele, irmão, pois Cristo
Vêm já, em poder e muita glória.
Veio outrora como Servo; ensinou o caminho,
Sacrificou-se, ressuscitou e ascendeu.
Agora tornará como Rei, e vem para sempre.
Quem sofrer com Ele, com Ele também reinará.*

* 2 Timóteo 2.12


LINK PARA LUZ

Há um Enigma
Azul e cristalino
Que pode ser atravessado,
adorado, amado, lido
Mas não pode ser compreendido;
Tetraprática Esfinge
(Sentido-Salvação-Início-Fim),
Magnífica, oportuna,
Das matemáticas inumanizáveis
De Deus oriunda,
Luz pré-presente, invisível,
formadora profunda
Desde sempre,
Rei para sempre,
Jesus que o meu destino muda.


Olhe ao espelho

Dias há em que teus olhos vislumbram o lampejo:
E tu percebes (dolorosamente) que o Mundo
(ora aos gritos, ora aos silêncios) opera contra ti.

Veja, um espelho: Aí está você, amigo(a), Tróia cercada
de cavalos de pau, de aço, de angústia...
Retire as máscaras dos problemas, dos cavalos,
dos prazeres-bombas-de-efeito-retardado
que o Mundo oferta: é Satanás quem está por trás, é ele
quem corrompe tuas muralhas, é ele quem às tuas posses pilha,
ele é quem dia e noite te sitia, te presenteia, quem incubadamente te incendeia.
E tudo com o teu inocente consentimento, ó cidade livre, cidade aberta...

Saiba, cidadela esmorecida: Muralha alguma resiste sem o Cordeiro.
Coisa dura e triste, como uma guerra, como (em alguns momentos) a vida:
Sem Jesus do teu lado, sequer há batalha: Você já é derrotado de saída.
Mas Jesus é a Vitória, aquela VITÓRIA SUPREMA
que você duvida que se alcance, duvida até que exista;
Alcance-O, e FINALMENTE vencerás. Pois sem Ele sequer podemos
ensaiar uma resistência. Sem Ele, sem armas.

Drogas, filosofias, religiões inventadas por homens?
O mal é lenha para a fornalha do mal. Sonhará você vencer o inferno
com o inferno? Tente com LUZ. Dispare com LUZ: Ao primeiro tiro
verás o tamanho da cratera que se produzirá. Jesus é o Verbo encarnado,
foi Ele quem TUDO criou: Ele é o Armeiro e a Arma, Quem iniciou
e Quem terminará. Um bom amigo para se ter, e AMIGO PARA SEMPRE.

Lembra disso na batalha, altiva Tróia: o Aliado mora lá em cima, ao alcance
de uma oração. Tudo o mais (use a sabedoria, que não é razão) são lindos cavalos,
lindos ocos cavalos, que se abrirão.

Tua salvação é gratuita, ó Jóia do Egeu: O Salvador já pagou por você.
Aceite-O, e sobre todas as coisas VENCERÁS.



S(e)aara

O desconhecimento de Cristo
São barcos afundados num oceano que já secou,
Que já (é) deserto,
Sem esperança de mar
Por seus milhares de quilômetros em torno.
Mas há beduínos que de tempo a tempos
Passam a pregar a boa-nova
Na esperança de que os esqueletos
(de escravos remadores, aristocratas, marujos
ou noivas de capitães)
possam ouvir a Vida,
e, aceitando a Vida,
ressuscitar para sempre.

Há aqueles que amam o deserto,
Com seu escaldo e seco terror.
Mas o Evangelho insiste,
Pois é o Amor quem insiste.

Oxalá quando a Pomba da Vida passar
Nos ombros de algum beduíno piedoso,
Os famintos de Vida a alcancem.

Cristo é a ressurreição e a Vida.


Breve

Você espera que Cristo
Te abra todas as portas...
E espera certo.
Mas quantas portas
Você já abriu para Cristo?
Pense nisso.